Bem vindo ao fantástico mundo publicitário. Bem vindo ou bem vinda. O gênero é indiferente, também pouco importa se você é mais "experiente" ou está na flor da idade. Se você é bonito ou não - beleza de vem em quando põe mesa,mas isso aqui não faz tanta diferença a não ser que você queira SER a propaganda ou referência de senso estético- o mundo da publicidade está sempre aberto.
Povoado por pessoas que saíram da escola tendo certeza que matemática é a
última coisa com o que querem lidar na vida, elas habitam em densidades variáveis um mundo tão grande e fértil,tão amplo e possível que o susto e desnorteio são quase pré-requisitos.
Somos uma indústria de sonhos. De desperdício produtivo, de almas sintonizadas. Somos um campo um tanto quanto receptivo, recheados de outras diversas áreas levemente interligadas que tropeçaram nas suas primeiras escolhas e resolveram dar chance a um talento incompreendido e adormecido dentro de si. Acolhemos bem designers, jornalistas, executivos, músicos, poetas, professores, loucos por opção, artistas por consequência. Porque publicidade é arte,e aprende-se por tentativa e erro. Ou por tentativa e acerto, por insistência, quem sabe sacadas únicas. Uma ferramenta de busca que norteia toda a internet como o Google, uma rede social multifacetada, simultânea e interativa como o Facebook, blogs de moda, maquiagem, política e economia que rendem milhões em valor de mercado.
Isso me lembra que publicidade mergulha em uma gestão crescente, mostrando que a matemática aparece sim,com certo charme. É uma mídia que calcula os custos de uma veiculação eficaz, estatísticas de pesquisas de consumo e o prazer de uma conta milhonária. Muita gente tem que trabalhar para que o perfil do cliente seja traçado, mapeado, entendido, para que cada um se encontre na campanha e simplesmente tenha a sensação de que foi "criada pelo próprio produto" e destinada especialmente "à você". Campanhas que arrepiam ou dão nó na garganta, não têm preço. O ser humano é movido pela emoção, por isso anunciamos sentimentos.
O mecanismo de identificação é a tradução pura da mentalidade criativa. O foco maior é ter intimidade com quem opta por ter o produto, quem usufrui dele, repete a compra, dá o feedback da marca. Apelo de um sistema de valores, dentro de um mundo vendido e etiquetado.
Um Marketing sensacionalmente experiencial,que ajuda a satisfazer as pequenas indulgências que todos queremos compensar. Uma ideia de mix, na maioria das vezes explorando o custo-benefício e o valer a pena, onde não só usamos ou possuímos, mas vivemos os produtos.
Vive-se os nomes e as histórias daquilo que há por trás de um jeans Levis, um café no Starbucks, um parque da Disney, uma moto da Harley Davidson. Uma esfera simbólica de prazer estético, auto-recompensa, conexão com a personalidade, no teor mais alto de iconografia. Publicidade é imagem mas é a comoção que mexe por dentro, é a escrita, mas é o contexto, é a razão, é a sensibilidade, e, por isso, fantástica.
20 de mar. de 2011
12 de mar. de 2011
11 de mar. de 2011
no home for nomades
Sentir-se dentro de si, dentro de casa, dentro do seus pensamentos e das vozes da cabeça.
Querer internalizar qualquer coisa que seja silêncio, descompassado, vazio e de grande força.
Encontro minha casa todo dia no que faço.
Encontro conforto, meia, chocolate quente, encontro certeza, pausa do livro,me pego pensando no meio do vento frio na greta da janela que lá fora se confunde com o cheiro úmido.
Gosto de ser nômade para ir, mas caseira o suficiente para voltar. Para sair de dentro de mim várias vezes por dia, imaginando o que vou fazer no mundo lá fora. Para retornar tantas outras vezes e suspirar e saber que meu maior abrigo é do lado de dentro.
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